domingo, 24 de julho de 2016

A ORIGEM DA MENTALIDADE SOCIALISTA

É comum buscarmos algum tipo de explicação material que justifique a forma como os amantes do socialismo se doam em prol da sua suposta "causa nobre". Porém, há uma aspecto muito mais profundo e poucas vezes mencionado: toda as sandices imaginadas pelos "ideólogos" socialistas possuem origem em suas próprias frustrações espirituais e consequentes sentimentos de culpa e remorso.

“O poeta Stephen Spender, após romper com o Partido Comunista, já havia admitido que o que conduzia os intelectuais ocidentais à paixão por ideologias contrárias à própria liberdade de que desfrutavam era o sentimento de culpa e o desejo de livrar-se dele a baixo preço.”* 

Quando Engels sente-se frustrado ao ver os operários das fábricas de seu pais sofrendo com cargas elevadas de trabalho, não é o sentimento de compaixão, a caridade, ou mesmo um sentimento fraternal que o conduz a tentar acabar com aquela situação, mas sim o seu próprio posto de filho burguês cercado do conforto material e afastado do sacrifício e da penitência religiosa. Na vã tentativa de acabar com sua própria culpa, quer agora conduzir os trabalhadores a ter uma vida minimamente tão materialista quanto a sua. Por esse meio, o socialismo promete a todo custo (dos outros) acabar com as desigualdades. 

"Hipnotizada pela lógica do desejo, que não enxerga cura para os males se não na busca de mais satisfações e mais liberdade, como poderia ela descobrir que seu problema não é falta de bens ou prazeres, mas falta de deveres e sacrifícios que restaurem o sentido da vida e a integridade da alma?”* 

O mais famoso intelectual da esquerda revolucionária, o Moses Mordecai MarxLevy (popularmente conhecido como Karl Marx), ao declarar uma guerra pessoal a Deus na juventude, adquire o mesmo sentimento de culpa que o Engels, intensificado após casar-se com a filha de um rico barão. O jovem Marx mantinha uma vida intensamente entregue ao vício da bebida e, posteriormente, à defesa da "justiça proletária". Esses meios não são, assim como ocorreu com Engels, uma forma de caridade ou empatia pelo pobre, mas sim formas de buscar acalmar o vazio existencial e o sentimento de culpa. Tal vazio torna-se ainda mais compreensível quando, já em idade avançada, se diz arrependido por ter declarado uma guerra pessoal a Deus em sua vida, mas que está conformado que irá para o inferno. 

“Não é preciso dizer que a adesão ao ersatz revolucionário e socialista,sendo na base uma farsa neurótica, não alivia as culpas de maneira alguma, mas as recalca ainda mais fundo no inconsciente, onde se tornam tanto mais explosivas e letais quanto mais encobertas por um discurso de autobeatificação ideológica (Marilena Chauí sonhava em “viver sem culpas”; o sr. Luiz Inácio Lula da Silva admite modestamente ter realizado esse ideal). O ódio ao sistema — com sua expressão mais típica hoje em dia, o antiamericanismo — cresce na medida mesma em que a ilusão auto lisonjeira da pureza de intenções induz cada um a sujar-se cada vez mais na cumplicidade com a corrupção e os crimes do partido revolucionário.”* 

Trata-se, portanto, de uma causa social oriunda de um problema interno. Não deve ser entendido basicamente como a ignorância da economia ou a ignorância da racionalidade. É um sério problema psicológico de origem ainda mais profunda que a simples busca pela liderança da mentalidade através do totalitarismo e do empobrecimento. Essas tendências tradicionais da "vitória" socialista são meros resultados de querer levar o materialismo aos mais íntimos aspectos de nossa vida.

*Citações do Olavo de Carvalho.

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