Um blog criado para apresentar minha opinião sobre vivências cotidianas, sejam estas nas áreas onde tenho formação, sejam em áreas onde sou realmente leigo. Espero agradar os mais curiosos. Sejam bem vindos!
Mostrando postagens com marcador governo. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador governo. Mostrar todas as postagens
quarta-feira, 6 de abril de 2011
O QUE É INFLAÇÃO?
Bom, entender um fenômeno dito "monetário" por uns, dito "fiscal" por outros é bastante complicado, pois a causa dele é em si um mistério. O conceito mais amplamente aceito é que a inflação é um fenômeno cuja causa é puramente monetária, pois a moeda, como um recurso "escasso" em determinados momentos, ocasiona a elevação de seu preço. "Como assim, a moeda aumenta de preço? Mas eu nem pago por isso!" Alguns devem pensar que não pagam pelo aumento da inflação, mas no Brasil é assim: a sociedade em si, paga pelo processo inflacionário... Quer dizer, os mais pobres pagam.
Isto porque os detentores de maior nível de renda podem adiquirir papéis do governo que podem ser trocados por dinheiro em curto prazo (no dia seguinte) e que rendem juros (que eles chamam de overnight), ou seja, há uma "quase-moeda" que pode ser adiquirida por quem tem dinheiro, e não um pobre qualquer! Logo, enquanto alguns buscam refúgio nos títulos de curtíssimo prazo do governo, outros são corroídos pela infla(ma)ção.
Mas voltando ao que importa... O que causa a inflação? Como alguns professores dizem, é causada pelo aumento no preço da moeda... Como assim? Um exemplo. No início da década de 90 havia uma grande liquidez internacional, ou seja, muita moeda de outros países circulando, em especial, o nosso amado dólar americano. Essa moeda toda buscava lugares onde podesse especular, digo, investir. Uma boa opção era comprar títulos do governo brasileiro que oferecia atraentes taxas de juros. Isso causava pressão na moeda da época, causando valorização externa da moeda brasileira, ou seja, tinha muita gente querendo se livrar do excesso de moeda estrangeira, o que terminava desvalorizando o dólar.
Tal valorização do real foi fundamental para o início da ANCORAGEM CAMBIAL com uma valorização fortíssima do real ao longo da década de 90 (Porisso coloquei a foto de uma âncora) e consequentemente, para acabar com o processo inflacionário no Brasil.. ALELUIA! Depois de uma infinidade de planos, como Bresser, Feijão com Arroz, Cruzado I e II, Cruzadinho, Collor, etc. o Brasil vai se livrando dessa maldita febre inflacionária... Como tem muito a falar, só vou dizer o final da história, se alguém tiver dúvida, pergunta aí, que se eu não souber responder, pergunto ao professor.. kkkkk..
Bom, com a valorização do real, as mercadorias importadas chegavam em grande quantidade, elevando a concorrência, reduzindo a ineficiência da indústria brasileira, reduzindo pobreza, elevando desemprego, elevando o déficit no balanço de pagamentos, reduzindo o PIB e, por fim, fazendo nossas empresas públicas reféns dos estrangeiros. Isso porque ninguém discutia melhoria da gestão pública, e partiam logo pra IGNORÂNCIA da continuidade da privatização com o FHC, mas isso é questão pra outros textos, até mais, espero críticas e debates!
Marcadores:
déficits,
desemprego,
governo,
inflação,
juro,
overnight,
privatizações,
títulos
sexta-feira, 20 de agosto de 2010
O QUE MAIS FASCINA NA CIÊNCIA ECONôMICA?

Muitos aspectos interessantes, visto que nunca imaginados por mim, me fizeram tornar um amante das virtudes de um economista. Ao entrar no curso de economia da UFPB, imaginei ser algo que me voltasse para o mercado acionário tão somente, ou seja, que me permitisse conhecer todo o planeta ideal (irreal se o leitor gostar) das bolsas de valores. Depois de um tempo, percebi duas principais características dessa ciência:
A primeira é que, a bolsa de valores é ótima para quem se interessa em viver comprando e vendendo ações sem nunca pensar em investir realmente. Ou seja, de pouquinho em pouquinho (dependendo do valor da ação) você ganha muito... ou perde muito! Ou seja, conclui que nada mais é, o mercado de ações em especial (pois temos mercados de mercadorias, de commodities, títulos, etc), um grande cassino, ou melhor, um grande balcão de jogo (onde um ganha e outro perde necessariamente). Porém, alguns especialistas se dedicam a analisar onde é melhor jogar pra se ganhar melhor, prejudicando até mesmo o lado real, apesar de sua "grande" função de reunir poupadores...
A segunda é que o economista deve ser um profissional voltado ao bem-estar social, que pode vir da atuação com alguma empresa ou simplesmente pelo governo. Assim, planos de desenvolvimento regional, de igualdade de direitos entre proletário e capitalista, de melhoria de renda por parte do governo devem andar juntos e não separados em doutrinas de correntes de pensamento e que não se deve levar toda a matemática forte que envolve essa ciência tão social se tornar fator base através de suas projeções, e por outro lado, não apenas estimar os fatos através dos fatos passados, pois muitas vezez a falta de valores numéricos impedem algum projeto econômico!
Bom, se buscar um maior aprofundamento na relação de desenvolvimento e regulação do país está entre seus objetivos, estude economia. Caso, quiser apenas conhecer o mercado de ações faça cursinho da Bovespa, ou apenas as projeções de dados faça matemática ou estatística, ou apenas as relações socias, faça sociologia, filosofia, pois economia é uma ciênca mista e complexa, pra quem quer conhecer um pouco ou muito de tudo...
Marcadores:
acões,
bem-estar,
bovespa,
desenvolvimento,
dinheiro,
governo,
recursos naturais,
tírulos
segunda-feira, 16 de agosto de 2010
PARA ONDE JOGAR O DESENVOLVIMENTO?

Uma das perguntas aparentementes mais fáceis de responder, mas que esconde algo muito complicado de ser feito. Ora, vamos deslocar o desenvolvimento rumo às áreas mais pobres e que mais necessitam! ótimo... Mas como fazer isso? A ladainha política é um fator determinante para deixar um estado desgraçado (vejam o exemplo da Paraíba). Como é possível algo que necessita de estímulo crescer sem receber estímulo... Não adianta fazer o véio se excitar com a véia, nenhuma empresa vai querer se instalar em um lugar onde tem pouca demanda, baixa infra-estrutura ou péssima segurança, por exemplo. Qual é o doido? O governo tem que tentar estimular as empresas com alguns bonsbons e chicletes para que a indústria possa ir pro interior, se bem que vender pra pouca gente é um saco. Então aumenta-se a renda dessas pessoas gerando mais empregos, mesmo que adotando uma política fiscal, estimulando uma certa movimentação dos centros já em exaustão de exploração do trabalhar com maior facilidade e oportunidade. Mas qual o produto que deve ser produzido, já que a demanda é pouca? A tecnologia é uma boa saída nessas horas, enquanto que a desertificação toma conta do interior e esperamos melhoramentos vegetais e novas formas de levar água pra esse povo. Ora, a tecnologia geraria não só um produto para atender mercado interno, mas sim para ser exportado. Para isso é necessário educar e especializar os descendentes de Lampião e Maria Bonita afim de deixá-los porntos para desenvolver softwares, hardwares, robôs e companhia! Aí entra mais uma vez a atuação do governo... Incentivar o ensino técnico e avançado é fundamental, além de melhorar as condições de produção local para as empresas... Por enquanto não encontrei outra idéia menos complicada... Até mais!
quinta-feira, 11 de março de 2010
POR QUE SERÁ QUE O PESADELO DA INFLAÇÃO SUMIU?
Os preços deverão subir quando as pessoas têm mais renda. Isso é fato. Lula incentiva as pessoas com a bolsa escola, a bolsa família, o cartão cidadão, o bolsa-celular e daqui a pouco vem o bolsa internet, já tô vendo. Esses programas de redistribuição de renda são formidáveis quando se trata de buscar uma melhor qualidade de vida para os menos favorecidos, já que para quem recebe 6.000 reais por mês, 60 reais é mixaria, mas pra quem recebe 300 corresponde a um incremento de 20% na renda.
Algumas pessoas, principalmente no Nordeste brasileiro, usam isso para começar um pequeno negócio, de forma a ampliar a capacidade produtiva local. A jogada do presidente foi uma resposta a curva de Phillips. Ora, nessa curva, um aumento na inflação (o aumento dos preços) significa uma queda no desemprego. Lula preferiu deixar as pessoas desempregadas, mas recebendo um dinheiro, em vez de dar empregos demais e a inflação começar a subir que nem temperatura de vulcão. Ora, se você mantém a inflação baixa, o desemprego tende a se elevar, já que a inflação, de um modo grosseiro, significa que existe muito produto para pouca gente, assim as empresas cobram mais, deixando para poucos a chance de comprar. Do mesmo jeito, acontece o contrário. Quando a economia está a todo vapor e tem muita gente empregada (o desemprego baixo), a inflação tende a aumentar, já que há mais renda, ocasionando uma demanda maior que a oferta, por isso os preços sobem.
Uma jogada interessante essa de promover menos inflação e maior desemprego. Mas se o governo dá dinheiro pro povo, porque as pessoas mesmo tendo maior renda, não seriam propiciadoras da inflação? Deve ser porque esse aumento de renda não gera um aumento significativo da procura, que não possa ser acompanhado pelo aumento dos investimentos. Que por sua vez estão sendo ajudados pelo governo também, com isenção de impostos e certo protecionismo, apesar da “dominação” dos produtos chineses no mundo. O que sabemos é que uma hora o Brasil vai ter que cobrir esse déficit, só não sei se só com os impostos ele consegue cobrir...
Algumas pessoas, principalmente no Nordeste brasileiro, usam isso para começar um pequeno negócio, de forma a ampliar a capacidade produtiva local. A jogada do presidente foi uma resposta a curva de Phillips. Ora, nessa curva, um aumento na inflação (o aumento dos preços) significa uma queda no desemprego. Lula preferiu deixar as pessoas desempregadas, mas recebendo um dinheiro, em vez de dar empregos demais e a inflação começar a subir que nem temperatura de vulcão. Ora, se você mantém a inflação baixa, o desemprego tende a se elevar, já que a inflação, de um modo grosseiro, significa que existe muito produto para pouca gente, assim as empresas cobram mais, deixando para poucos a chance de comprar. Do mesmo jeito, acontece o contrário. Quando a economia está a todo vapor e tem muita gente empregada (o desemprego baixo), a inflação tende a aumentar, já que há mais renda, ocasionando uma demanda maior que a oferta, por isso os preços sobem.
Uma jogada interessante essa de promover menos inflação e maior desemprego. Mas se o governo dá dinheiro pro povo, porque as pessoas mesmo tendo maior renda, não seriam propiciadoras da inflação? Deve ser porque esse aumento de renda não gera um aumento significativo da procura, que não possa ser acompanhado pelo aumento dos investimentos. Que por sua vez estão sendo ajudados pelo governo também, com isenção de impostos e certo protecionismo, apesar da “dominação” dos produtos chineses no mundo. O que sabemos é que uma hora o Brasil vai ter que cobrir esse déficit, só não sei se só com os impostos ele consegue cobrir...
Assinar:
Postagens (Atom)
